Sou da companhia da Bugra
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Extraordinária partitura
Muito bem-vindo(a) a esta leitura. O poema "Extraordinária partitura" é proposta para exercitar a audição visual e leitura com o coração. Experimente, observe, ouça as mensagens da natureza.
Assista a chuva como se fosse uma produção dessas que vc paga para assistir; sente-se e olhe, e ouça, e sinta.
Assista a chuva como se fosse uma produção dessas que vc paga para assistir; sente-se e olhe, e ouça, e sinta.
Extraordinária partitura
Sol beija água,
natureza evidencia poderes,
equilíbrio da luz.
Sagrado encontro explode hino,
divina celebração em tons sentimentais
Concerto visual,
bandeira multicor,
suave plantação celeste,
extraordinária partitura em sete faixas
estampa mensagem de amor.
Quando o sol beija água
cupido entoa cores,
arco-íris salta do tacho de ouro,
Mãe-terra enraiza coração
nas meninas de meus olhos.
Vanda Ferreira
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O Caminho da paz é campestre - Poema
O caminho da paz é campestre
Vanda Ferreira
Garças brancas revoam silêncio azul.
Enormes dentes jacarezenses tomam vento;
Rimados versos da natureza fervilham na fingidez fluvial;
Árvores entoam úmidas canções,
aves trinam em alegria sustenida para perpetuar
praia-de-bichos,
passeio de murmurinhos,
espetacular balé da mata.
Rastejam poemas,
seivadas serpentes,
encorpadas enxurradas tingidas de por-de-sol
tatuagens na liberdade nua da terra,
mapeaiam dançante capinzal de pés de luxo.
Ecos matutos, ecologicamente corretos,
Protegem segredos.
Seco-mar encharcado de poder.
Roncos de bugios rasgam os perigos noturnos
das aloiradas madrugadas do Pantanal,
esconderijo do útero da terra.
Lambeção milagrosa refaz sucumbida morte,
valente desejo de semente processa desfolhamento
para nutrir embriões fecundados ao som de poéticos uivos Guarás.
Sábia natureza
Redondamente enquadra inverno, primavera, verão e outono,
Aliança nuvens carregadas de mensagens.
Vida beijada por beija-flores,
perfuma versos,
tinge de verde-esperança,
rima coração e canção,
passarinho e ninho;
alegria, cantoria, folia, formação de família.
Celestialidade poesia, seja noite, seja dia.
Luas hipnóticas, cheias de mistérios
Corujas, grilos, cigarras,
anfíbios com chocalhos nas gargantas,
cantata para a entrada, não solitária, da noite,
onde o entardecer rumina roteiro,
Processa comunicação,
esturros dos cílios da mata.
Cisma grafia de onça, pinta Jaguatirica
Lenta mastigação de sabores,
fartura de suculências,
delícias na digestão de paz campestre.
Caminho matuto, Tatu, Tamanduá,
inescrupulosidade brejeira na estação de Sucuris,
tuiuiús, bagres e olhos d’água.
Verdejante felicidade borboleteia
no profundo estômago da menina dos olhos.
Vanda Ferreira
Garças brancas revoam silêncio azul.
Enormes dentes jacarezenses tomam vento;
Rimados versos da natureza fervilham na fingidez fluvial;
Árvores entoam úmidas canções,
aves trinam em alegria sustenida para perpetuar
praia-de-bichos,
passeio de murmurinhos,
espetacular balé da mata.
Rastejam poemas,
seivadas serpentes,
encorpadas enxurradas tingidas de por-de-sol
tatuagens na liberdade nua da terra,
mapeaiam dançante capinzal de pés de luxo.
Ecos matutos, ecologicamente corretos,
Protegem segredos.
Seco-mar encharcado de poder.
Roncos de bugios rasgam os perigos noturnos
das aloiradas madrugadas do Pantanal,
esconderijo do útero da terra.
Lambeção milagrosa refaz sucumbida morte,
valente desejo de semente processa desfolhamento
para nutrir embriões fecundados ao som de poéticos uivos Guarás.
Sábia natureza
Redondamente enquadra inverno, primavera, verão e outono,
Aliança nuvens carregadas de mensagens.
Vida beijada por beija-flores,
perfuma versos,
tinge de verde-esperança,
rima coração e canção,
passarinho e ninho;
alegria, cantoria, folia, formação de família.
Celestialidade poesia, seja noite, seja dia.
Luas hipnóticas, cheias de mistérios
Corujas, grilos, cigarras,
anfíbios com chocalhos nas gargantas,
cantata para a entrada, não solitária, da noite,
onde o entardecer rumina roteiro,
Processa comunicação,
esturros dos cílios da mata.
Cisma grafia de onça, pinta Jaguatirica
Lenta mastigação de sabores,
fartura de suculências,
delícias na digestão de paz campestre.
Caminho matuto, Tatu, Tamanduá,
inescrupulosidade brejeira na estação de Sucuris,
tuiuiús, bagres e olhos d’água.
Verdejante felicidade borboleteia
no profundo estômago da menina dos olhos.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Semana do Meio Ambiente - 2011
Convidada pela confreira Nena Sarti, fui na data de ontem, dia 02 de junho, até a Escola Estadual João Carlos Flores, onde estava sendo realizado um evento com os alunos.
Fomos recebidas, eu, Nena Sarti e Delasnieve Daspet, com um carinho muito fofo, por parte dos diretores, professores, alunos e convidados. Fiquei encantada com o numeroso público, formado de diversas faixas etárias, desde idoso a nenem de colo.
Quando convidada, pediram que eu fosse lá para falar poesia. Diante do numeroso e diversificado público, pedi licença para falar sobre ecologia, lembrando que estávamos na Semana do Meio Ambiente.
Eu disse:
SOBRE O LIXO
Eu cuido do meu, você cuida do seu e assim nós cuidamos da vida.
Resumidamente falei sobre quão poderosos somos para contribuir com a preservação do planeta, porque pequenas atitudes somarão grande parcela para poupar a natureza da devastação e promover a continuidade de vida, não só da humanidade, mas de todos os seres, de todo o sistema de vida.
Falei que por meio da prática dos três "R" poupamos a extração dos recursos naturais e promovemos poupança ao nosso bolso porque reduzimos gastos com nosso dinheiro, por exemplo:
Se cuidarmos do consumo de água, de energia elétrica, consumo de combustível, pagaremos uma conta menor e estaremos contribuindo com a redução da extração de recursos naturais.
Sugeri que pensássemos cuidadosamente diante de uma compra. Que, como consumidores, fizessemos a pergunta "EU PRECISO MESMO COMPRAR ISTO?";
Sugeri que atentássemos para a reutilização de objetos e reciclagem de roupas. Quase tudo pode ser reinventado, praticamente sem custo ou doado para outrem que irá prolongar a vida do objeto ou roupa do qual estamos nos desfazendo.
Foi muito gratificante participar da Noite Cultural da Escola João Carlos Flores. Uma surpresa emocionante foi encontrar um poema antigo "Bugra de ouro" de meu livro "Bugresia" (meu sexto livro), em uma belíssima árvore de poemas montada pelos alunos que pesquisaram escritores sul-mato-grossenses.
A seguir divulgo algumas fotos do evento que generosamente, a pedido meu, fizeram com minha máquina, enquanto trabalhávamos.
Fomos recebidas, eu, Nena Sarti e Delasnieve Daspet, com um carinho muito fofo, por parte dos diretores, professores, alunos e convidados. Fiquei encantada com o numeroso público, formado de diversas faixas etárias, desde idoso a nenem de colo.
Quando convidada, pediram que eu fosse lá para falar poesia. Diante do numeroso e diversificado público, pedi licença para falar sobre ecologia, lembrando que estávamos na Semana do Meio Ambiente.
Eu disse:
SOBRE O LIXO
Eu cuido do meu, você cuida do seu e assim nós cuidamos da vida.
Resumidamente falei sobre quão poderosos somos para contribuir com a preservação do planeta, porque pequenas atitudes somarão grande parcela para poupar a natureza da devastação e promover a continuidade de vida, não só da humanidade, mas de todos os seres, de todo o sistema de vida.
Falei que por meio da prática dos três "R" poupamos a extração dos recursos naturais e promovemos poupança ao nosso bolso porque reduzimos gastos com nosso dinheiro, por exemplo:
Se cuidarmos do consumo de água, de energia elétrica, consumo de combustível, pagaremos uma conta menor e estaremos contribuindo com a redução da extração de recursos naturais.
Sugeri que pensássemos cuidadosamente diante de uma compra. Que, como consumidores, fizessemos a pergunta "EU PRECISO MESMO COMPRAR ISTO?";
Sugeri que atentássemos para a reutilização de objetos e reciclagem de roupas. Quase tudo pode ser reinventado, praticamente sem custo ou doado para outrem que irá prolongar a vida do objeto ou roupa do qual estamos nos desfazendo.
Foi muito gratificante participar da Noite Cultural da Escola João Carlos Flores. Uma surpresa emocionante foi encontrar um poema antigo "Bugra de ouro" de meu livro "Bugresia" (meu sexto livro), em uma belíssima árvore de poemas montada pelos alunos que pesquisaram escritores sul-mato-grossenses.
A seguir divulgo algumas fotos do evento que generosamente, a pedido meu, fizeram com minha máquina, enquanto trabalhávamos.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
CHUVA
Vanda Ferreira
Cristais diluidos liquidificam energia
diluvio de mim.
Chuva estampa estações
cortina celeste.
Cheiro de vida, masterizada lavagem,
a terra sorri.
Percussão da língua d'água
lambe desejos; nilon para quebrar medos e sustentar a fé.
Mãe-terra e água benta batizam sonhos para germinar farturas
na roça de meu coração.
Gargalhadas invadem secretos vãos de verdades
e escorrem do telhado,
das árvores e dos morros
para selerepearem no gramado.
Postado por
vanda ferreira vanda ferreira bugra sarará
às
segunda-feira, maio 02, 2011
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